terça-feira, 29 de setembro de 2015

Devaneio

Como a vida às vezes é "irônica, debochada, contraditória". Ao mesmo tempo em que uma coisa é, deixa de ser. Passa do real para o imaginário, e nesse ritmo vai seguindo o fluxo do existir e das coisas. 
Nessas ironias e deboches da vida, encontramos e nos despedimos de pessoas, comparo o viver com um grande aeroporto, onde pessoas chegam e se vão, algumas para sempre, outras temporariamente e algumas permanecem por um brevíssimo segundo que nos escapa e foge. Ah! Vida, como és frondosa, formosa, doce, mas às vezes amarga, frágil, horripilante. És como uma brisa suave, mas rapidamente seu humor se altera e transforma-se numa furiosa tempestade, com ventos impetuosos, que por onde passa arrasta e destrói tudo. Como podes ser assim? Reta e com curvas sinuosas ao mesmo tempo? Ah! Mistério do existir, como procuro decifrá-lo dominá-lo, mas foges como um corcel selvagem, adentrando nas penumbras do desconhecido e inominado.
Nesta passagem a qual estamos, temos que aprender certas lições que dói na alma, que de início não nos acalma, mas nos salva de nosso pior inimigo, nós mesmos.
Como somos insensatos, valorizamos pessoas que não nos dá valor, pois em si são desvalorizadas. Temos que aprender que não se pode dar o primeiro lugar aqueles e aquelas que nos tem como uma segunda e simples opção, transformando-nos em objetos descartáveis.
Diante de tal realidade, temos que ter em mente a máxima de uma música do cantor Milton Nascimento, eu caçador de mim, e adentrarmos nas masmorras de nosso existir e proclamar a liberdade de nós e para nós mesmo, saboreando o doce e amargo gosto da vitória. 

(Rene José de Sousa)