terça-feira, 7 de junho de 2016

Os santos juninos


É festa na rua e no coração, sons de fogos de artifício ribombando com as rimas das quadrilhas, aquecidas nas fogueiras dos santos juninos (São Antônio, São João Batista, São Pedro e São Paulo) e que arraigados na cultura popular é impossível pensar no mês de junho e não festejá-los.  É um período forte para o povo simples, principalmente do interior, pois é nesse mês que muitos se reúnem para festejar a vida e o encontro com aqueles que moram longe. Há uma mística forte que envolve estas festas, que trás alegria ao coração e paz à alma. É Deus que nos visita por meio de seus santos, e onde há Deus, não existe tristeza, não há trevas, mas calor fraternal, humildade, amizade e amor. 
No dia 13 de junho, comemora-se Santo Antônio.  Homem simples, cujo nome de registro é Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo, nasceu em Lisboa no ano de 1195. Entrou aos quinze anos no colégio dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho.  Ao saber da história dos cinco frades franciscanos martirizados no Marrocos, decide entrar na Ordem dos frades mendicantes de Coimbra com o nome de Antônio Olivares. “Foi designado para a província franciscana da Romagna e viveu a vida eremítica num convento perto de Forli. Incumbido das humildes funções de cozinheiro, frei Antônio viveu na obscuridade até seus superiores, percebendo seus extraordinários dons de pregador, enviaram-no pela Itália setentrional e pela França a fim de pregar nos lugares onde a heresia dos albigenses era mais forte” (SGARBOSSA, M.;GIOVANNINI,L. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1996. p.186). Em 13 de junho de 1231, atingido por uma doença inesperada, morre em Arcella. Foi canonizado em Pentecostes de 1232 sob aclamação popular e cuja devoção de estende de época em época.
     No dia 24 de junho celebra-se a solenidade do nascimento de São João Batista. Primo de nosso Senhor Jesus Cristo, é tido como o maior profeta entre os nascidos de mulher ( Lc 7,28) e cuja missão foi preparar os caminhos do Senhor (Lc 1,76; Mc 1,3) e apontar para Jesus, o verdadeiro Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1,29). Tal função de profeta e precursor, rendeu-lhe a coroa do martírio, pois denunciava a hipocrisia e a imoralidade dos líderes religiosos e governantes da época.
No dia 29 de junho, celebra-se a solenidade dos apóstolos e mártires São Pedro e São Paulo. Pedro, o primeiro papa, é o portador das chaves do céus (Mt 16,19). Paulo, conhecido como o apóstolo dos gentios (2 Tm 1,11), deu a sua vida em prol da construção do Reino de Deus. Homens de personalidades diferentes, mas com o mesmo propósito, anunciar Jesus como Senhor e Salvador (Ef 3,11). “São Pedro e São Paulo, de fato, embora não tenham sido os primeiros a trazer a fé a Roma, foram realmente os fundadores da Roma Cristã: um antigo hino litúrgico definia-os como pais de Roma; um dos hinos do novo breviário fala de Roma que foi fundada em tal sangue. A palavra e o sangue são as sementes com que os santos Pedro e Paulo, unidos com Cristo, geraram e geram a Roma cristã e a Igreja inteira” (SGARBOSSA, M.;GIOVANNINI,L. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus,1996. p.204) .
    Para encerrar esta pequena reflexão, evoco  uma famosa e popular canção dos meus tempos de criança, que ainda trago na lembrança,  e que gostaria de fazê-la como uma oração: “O balão tá subindo, tá caindo a garoa, o céu é tão lindo e a noite é tão boa.  São João, São João, acende a fogueira do meu coração”.  Que pela intercessão dos santos juninos, caia em nosso Brasil a garoa necessária para reabastecer nossos reservatórios de água, e principalmente aplacar a sede dos que jazem em meio a seca. E que os nossos corações se reinflame de tal modo que, não possamos mais suspirar pelas futilidades da vida, mas pelo nosso Senhor que vem e nos convida a servi-lo naqueles que sofrem (Mt 25 42-43). Ao celebrarmos tais santos, não fiquemos presos na superficialidade dos contos e milagres que surgiram ao redor deles, mas no propósito de suas vidas, intimidade com Cristo Jesus. Que por meio de seus exemplos e testemunhos, possamos assumir nossa identidade de Cristão Católico e anunciarmos o Senhor Jesus que dá vida aos que anseiam por vida, através da vivencia evangélica, dando testemunho daquilo que rezamos e celebramos.

 Rene José de Sousa  

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Devaneio

Como a vida às vezes é "irônica, debochada, contraditória". Ao mesmo tempo em que uma coisa é, deixa de ser. Passa do real para o imaginário, e nesse ritmo vai seguindo o fluxo do existir e das coisas. 
Nessas ironias e deboches da vida, encontramos e nos despedimos de pessoas, comparo o viver com um grande aeroporto, onde pessoas chegam e se vão, algumas para sempre, outras temporariamente e algumas permanecem por um brevíssimo segundo que nos escapa e foge. Ah! Vida, como és frondosa, formosa, doce, mas às vezes amarga, frágil, horripilante. És como uma brisa suave, mas rapidamente seu humor se altera e transforma-se numa furiosa tempestade, com ventos impetuosos, que por onde passa arrasta e destrói tudo. Como podes ser assim? Reta e com curvas sinuosas ao mesmo tempo? Ah! Mistério do existir, como procuro decifrá-lo dominá-lo, mas foges como um corcel selvagem, adentrando nas penumbras do desconhecido e inominado.
Nesta passagem a qual estamos, temos que aprender certas lições que dói na alma, que de início não nos acalma, mas nos salva de nosso pior inimigo, nós mesmos.
Como somos insensatos, valorizamos pessoas que não nos dá valor, pois em si são desvalorizadas. Temos que aprender que não se pode dar o primeiro lugar aqueles e aquelas que nos tem como uma segunda e simples opção, transformando-nos em objetos descartáveis.
Diante de tal realidade, temos que ter em mente a máxima de uma música do cantor Milton Nascimento, eu caçador de mim, e adentrarmos nas masmorras de nosso existir e proclamar a liberdade de nós e para nós mesmo, saboreando o doce e amargo gosto da vitória. 

(Rene José de Sousa)




sexta-feira, 1 de maio de 2015

Saudosismo

Diante das adversidades da vida, o homem sempre tenta se refugiar em lugares que lhe ofereça segurança, amenizando assim os sinais da existência e se refugiando da condição humana. O desejo de voltar a infância perdida ou ao útero materno é o que mais marca essa fuga da realidade, pensando este que voltando, tudo se resolverá... Mas esquece-se que cada tempo tem sua preocupação... Hoje é uma que exige mais responsabilidade de adulto, no passado uma que exigia responsabilidade de criança... Logo... Ambos pensavam que adquirindo idade ou retornando a infância ficariam isentas de tal situação diante da vida. Mas engana-se este que no ápice da existência pensou tal fato... E agora?... Voltar é impossível... Adiantar...Piorou.... Cabe agora encarar tudo , arcar com as consequências da escolhas feitas e saber direcionar tal aprendizado para o crescimento tanto a nível pessoal quanto espiritual.
Luz e Paz ao teu espírito!
(Rene José de Sousa)

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Flores no jardim da vida


Outro dia ao cair da tarde, deparei-me com lembranças que vieram reacender em meu coração sentimentos que haviam passados, mas nunca esquecidos. Lembranças que me remetiam a um saudosismo, ao que já passou, o ontem, mas não o que faz 24 horas em poucos instantes, mas o ontem de 22 anos atrás, aquele em que faz viajar até a infância, onde os meus maiores temores eram  o “bicho papão e o boi da cara preta que vinham pegar as crianças que tinham medo de careta e desobedientes” . Tempo que não volta mais, mas que valeu a pena cada instante vivido, pois não queríamos nada mais que ser criança, e mergulhar nas preocupações e encantos dessa própria fase que nada mais era que, levantar cedo para ir brincar, ver desenho animado e voltar a brincar novamente.
Fui visitado na lembrança por pessoas que convivi, que me viram crescer, e outras que vi partir, sem ao menos poder ter dito um adeus, carregado do mais sincero e puro abraço de quem somente sonhava. Enquanto eu chegava poucos anos depois elas partiam, retornavam ao fim último de cada ser. Aprendi que a vida é como em uma estação, “alguns chegando pra ficar e outros embarcando pra nunca mais voltar”. Se eu pudesse resumir a “ausência” desses queridos em uma palavra, seria saudade. Saudades do que foi bom, suave e até tempestuoso, mas somente saudades. Todos esses acontecimentos e pessoas que se foram e que ainda se fazem presentes, as carrego na lembrança, pois são flores no jardim da minha vida.
Ao buscar e reviver tais recordações, o coração acelera de tal modo em meu peito que as vezes penso que vai sair pela boca, e dos meus olhos caem lágrimas , pois o passado se faz presente no pensamento, dando vida aquilo tudo que estava adormecido, escondido. Não busco em tal ato as algemas que me tornarão cativo, mas os flashes de uma vida  carregada de história, que vem de encontro ao coração para amenizar a ausência de muitos , e reforçar mais ainda os laços que um dia foram criados, e creio que o tempo  e muito menos a morte poderá apagar, pois nada e ninguém morre quando se é lembrado ou carregado no coração de um outro alguém que ama e foi amado. Os anos passaram ligeiro, e quando me dei conta, já não era mais aquela criança, mas um adulto, com inúmeras responsabilidades diante de algo que um dia fora sonhado, plantado. Como é estranho olhar o mesmo cenário e encontrar tudo diferente, outros personagens, novas histórias. Eles não sabem, mas, ali, bem pertinho deles há algo escondido, que não pode ser negado, a experiência vivida com suas lembranças. É isto que resta-me, somente lembranças.


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Vocação: Resposta ao Amor Libertador

Deus chama o homem a ser livre, liberto de todo tipo de prisão, tanto carnal quanto espiritual, para que, com base na liberdade, exerça sua função de semeador e agricultor da palavra de vida e verdade, num mundo que a cada dia se distancia da presença amorosa e misericordiosa de um Deus amante, que almeja somente o bem e a felicidade daqueles que foram criados a sua “imagem e semelhança” (Gn1, 26).
O Pai sempre cuida dos seus , e não permite de modo algum que estes se percam nos desertos  frios da vida, pois Ele é “ciumento e zeloso” (Is. 63,15). Este ciúme de Deus não é de modo algum pejorativo, mas, com base na liberdade e no cuidado, para que não se extraviem aqueles que são como as “pupilas de seus olhos”(Zc.2,8). Mesmo com tantos mimos, muitos se esquecem  e se rebelam contra Ele, e põe-se a caminhar em meio a penumbra,  fazendo sua morada nas trevas e descansando-se na “sombra da morte”(Lc.1,79). Ao se verem imersos na escuridão, tentam apoiar-se em seus próprios feitos e forças, buscando preencher o vazio com vazio em suas vidas, coisa que é impossível, pois são “cegos a guiar outros cegos”(Mt. 15,14), e se vêem em meio ao desespero e angústia, de terem se afastado daquele que emana em suma todo amor e acolhimento divinal. Ai se pergunta: Será que Deus se esqueceu de mim? Ou se faz surdo ao meu grito por socorro? A resposta para essas perguntas é não, Deus não rejeita oração e “não se esquece da aliança”(Sl 105,8), ou em outras palavras, Ele não despreza aqueles, cujos “nomes estão gravados em suas mãos e em seu coração”(Is. 49,16). O Pai nunca se esquece, pois Ele“não dorme e nem cochila”(Sl. 121,4), mas vai de encontro com aqueles que estão “perdidos e os resgatam”(Lc. 15,4), e esse processo se da por meio de homens corajosos que vão em busca daqueles que estão “gemendo e chorando no vale de lágrimas”, e os retira da cova dos leões, fazendo brilhar sua glória e seu poder por meio daqueles que Ele mesmo suscitou no meio do povo, para serem testemunhas vivas do Amor Misericordioso, que escolhe, capacita e envia  para que sejam “luz das nações”(At. 13,47).

Deus continua a chamar e enviar homens e mulheres para semear a palavra de esperança e amor, Ele não se cansa, sempre acredita e confia naqueles que foram escolhidos, e os sustentam com a “força que vem do alto”(Lc. 24,49), para adentrar nas prisões da vida e “libertar os cativos”(Lc. 4,18),fazendo brilhar sua comiseração junto aqueles que sofrem, para que libertos, façam a experiencia do amor e da liberdade  em Deus em suas vidas. Como havia dito, somos livre, porque Jesus nos libertou, e o amor  de Deus se da na liberdade humana, e assim,  parafraseando o filósofo Sartre, estamos condenados a ela, pois não existe amor sem liberdade,pois ambos andam juntos. E a vontade do Pai é que não haja ninguém nas amarras da vida, mas, gozando da liberdade em Cristo Jesus, para juntos como irmãos, membros da Igreja peregrina, em unidade e fervor , construamos a “civilização do amor”, onde impere  paz e  justiça a todos, sem distinção, mas em unidade de espírito para confessarmos juntos que “Jesus é o Senhor, para Glória de Deus Pai” (Fp.2,11). 
(Rene José de Sousa)

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Realidade fria e cruenta...



A atual sociedade é marcada por uma cultura do descartável, onde se desvaloriza o ser humano, transformando-o em mero objeto, que quando não tiver mais serventia será arremessado ao lixo, onde deixará de ser gente (ser humano), para transformar-se em algo qualquer, esquecido e aniquilado nas margens da existência.  E este novo jeito de ser é fortalecido e propagado pelo capitalismo, sistema desumano, monstruoso e opressor, que esmaga milhões com suas “grandes patas”, destruindo e gerando vazio existencial. Cultura esta que também influencia a religião (teologia), “tornando-a sua serva”, camuflada com belas roupagens e enfeitada por uma espiritualidade vazia e desnecessária que desvaloriza o relacionamento entre pessoas (principalmente entre os “diferentes” culminando nas intolerâncias), inserindo-as no individualismo, onde se faz valer os próprios interesses, que nada mais são os reflexos desse sistema que segrega e mata todos os que não o segue. Conquista e arrebanha pessoas pela cruz como no império bizantino, mas ao invés de denunciar, compactua-se, gerando e reproduzindo pessoas despedidas de sentimentos, transformadas em máquinas. Infiltrada no meio teológico, podemos perceber nas diversas confissões religiosas incluindo as cristãs, discursos e práticas imbuídas por esse sistema, inserindo e inculcando no indivíduo um imediatismo tanto espiritual quanto temporal, que o isenta de uma responsabilidade social, com o meio em que vive, fazendo valer somente seus interesses pessoais,gerando uma sociedade marcada pela falta de paciência e comprometimento que, como fora dito anteriormente nada mais é do que reflexo do sistema que criou morada no meio religioso. Como já denunciava o Prof. Dr. Pe. Agenor Brighenti: “Também a religião passa a ser consumista, centrada no indivíduo e na degustação do sagrado, entre a magia e o esoterismo...”, novamente podemos perceber o retrocesso, aquele que se autocomunica por livre vontade e amor, passa a ser comercializado e oferecido como produto nas diversas prateleiras dos grandes “supermercados religiosos”, que se encontram em qualquer esquina.
Laços foram desfeitos, relacionamentos interrompidos, e a religião seria a construtora de pontes, onde religaria e reestabeleceria tudo aquilo um dia fora desfeito, mas como fora dito anteriormente, esta se deixou embebedar pelo lucro fácil e ao invés de ponte, passou a ser o pedágio ao qual se tem que pagar para poder extasiar-se com o sagrado e nele fazer sua experiência, não que este venha a cobrar, mas os homens que respondem e falam por ele assim o fazem, desvirtuando assim todo enlaço e reencanto que deveria surgir. O intuito desta reflexão não é de modo algum desmoralizar tais instituições, mas pelo contrário, refletir sobre o reflexo do capitalismo na religião (teologia) e as consequências que este provoca na vida do homem contemporâneo que se deixa seduzir por tal saborosa e intrigante inversão de valor, que induz a sociedade a “confundir-se prosperidade material com salvação pessoal”, duas realidades distintas, mas misturada na mesma panela e servida ao povo. É necessário, fazer o caminho inverso, retornar as origens para resgatar o que fora esquecido, perdido, pois caso contrário, seremos uma cambada de primata despida de sentimentos transformada e meras máquinas, onde se tornam frios e calculistas.
Vós sois homens, não sois máquinas, já denunciava Charles Chaplin, em o último discurso de o grande ditador, é necessário voltar a ser humano coberto pelo manto da sensibilidade que percebe e sente aquele que está ao lado. Trazer a tona aquela novidade tão antiga e atual que nos insere no mundo, fazendo daqueles que nele habita nossos irmãos, corresponsáveis por tudo que nos cerca, sendo agentes transformadores de si e do meio em que vivem, fazendo chegar à mudança que tanto almejamos. Mas esta só chegará a partir da tomada de consciência de tais acontecimentos na sociedade, e só chegará à consciência plena de tal efeito destrutivo infiltrado em nosso meio quando se desvendar os olhos e observar a realidade fria e inanimada a qual estamos inseridos.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O abandono...

Abandonar-se em Deus é pôr-se a caminho, em uma estrada fria e escura, cheia de pedregulhos e iluminar-se somente com a fagulha brilhante de nossa alma, que um dia fora acesa. Esse caminhar é confiar, mesmo quando aquele que nos chamou põe-se em silencio, as vezes este calar-se do divino incomoda, gerando desanimo, medo, incertezas, mas mesmo assim nesta fria estrada é necessário caminhar, fazer caminhos pelas trevas da incerteza, ferindo os pés nos espinhos do orgulho e a soberba e continuar confiando, pois a chama brilhante da alma daquele que crê o consola e fortalece.
O abandono em Deus não é algo fácil, que se começa hoje e tudo prossegue em mar de rosas, pelo contrário, sempre existe um espinho em meio as belas e perfumosas rosas, este não anula a beleza e a fragrância de tão formosa flor, pelo contrário, a torna mais ainda desejada pelas pessoas. O exemplo da rosa, traduz para nós a confiança que devemos ter no Bom Mestre, mesmo que se fira os pés e seja banhado pelo desanimo, somos convidados a contemplar a beleza e odor do divino que se apresenta a nós, afagando-nos, curando as feridas abertas e impelindo-nos a caminhar e orientando-nos a não ficarmos presos ao que já  passou, pois nosso passado não mais do que o amor que Ele sente por cada um de nós.

Fazer a experiência do amor é participar da intimidade do Senhor, permitindo que este nos ampare em seu colo materno-paterno, e ao sermos consolados, postos novamente a caminhar, não por maldade, mas por zelo e sabedoria, pois sabe que somos acomodados, e ao passo que nos familiarizamos (acostumamos) com algo, passamos a não perceber a novidade que nos apresenta constantemente, fechando-nos naquilo que fora vivenciado e não atualizando tal amor e sentimento de pertença com aquele que tudo pode, pois conhece por completo os filhos que tem, e sabe que para se aprender a andar é necessário cair, não uma,mas várias vezes nessa via que somente Ele sabe onde chegara.