“Quem ama vive, já dizia o
filósofo Santo Agostinho e esse viver só é completo quando fazemos do
esconderijo do Altíssimo nossa morada e passamos a viver a sombra do Senhor
Onipotente. Pois não há felicidade distante do Senhor e o que vier de fora dele
é passageira e vazia que não nos levará a lugar algum. Precisamos fazer desse
amor o impulso necessário para nossas vidas, pois caso contrário continuaremos
a vagar pelos vales de lágrimas e fazer da sombra da morte nosso refúgio e
alento. Somos chamados para algo grandioso, que somente o coração chagado de
nosso Deus pode nos revelar, e esta revelação só se dá a partir do momento que
fechamos nossos lábios impuros e paramos para ouvir aquele que nos amou por
primeiro. É necessário calar, silenciar todo nosso ser, deixando de lado toda
preocupação temporal para acolhermos o Rei do Universo. Cale-se!...Cultive a
virtude da escuta, do silencio, para poder assim escutar a voz do Bom Pastor
que está nos verdes prados e altas campinas a nos chamar pelo nome, orientando
aqueles que estão perdidos e dizendo que já é hora de voltar para amar e ser
amado. Amar e deixar-se amar, amar e viver amando.
Eis o tempo da restituição,
o Senhor nos devolve tudo aquilo que o mundo nos tirou. Ele está como o Pai a
nos esperar com uma túnica nova e uma sandália a nos oferecer, e com o óleo
santo para curar nossas feridas abertas pelos espinhos do orgulho, da ganancia,
da soberbia e ira”.
(Rene José de Sousa)
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