segunda-feira, 28 de maio de 2012

Penumbras da vida...


Em meio a penumbra da vida eu me encontro, batendo em várias portas, a vagar por caminhos até então desconhecidos por mim. Mas oque fazer?...Aaah! se eu pudesse voltar para o colo materno, onde eu era protegido pelo manto da inocência e não sabia de nada do que hoje sei. Mas não posso ficar preso a esse saudosismo ao qual não me levará a lugar algum. É preciso seguir adiante, mas para onde? Pois nada vejo a não ser a escura noite fria ao qual estou imerso. É necessário tomar uma decisão.
Decidi não ficar parado, mesmo que as vezes ache que nada do que faço tenha sentido ou valor. Mas o que é sentido e o que é valor? Será que me permiti perder os significados ao qual dei a minha vida? Mas será que estou realmente vivendo? As vezes tenho medo de encontrar essa resposta, e passar a ter a certeza que passei a vida inteira não sendo eu e não vivendo, mas, vegetando. E os meus valores? Será que foram desvalorizados? Ai meu Deus! E Deus? Quem ele é? Por mais que eu questione, nunca chegarei a uma resposta que abarque toda essa realidade ao qual ele é. Ao pensar nele, penso automaticamente em mim. Pois ouvi falar que sou uma fagulha de seu amor. Uma faísca dessa imensidão, dessa infinitude ao qual ele é. Mas Deus, Deus! Estou aqui, sentado, banhado e revestido de meus preconceitos, aos quais me prendem e me fazem cativo nessa superfície, e impedem-me de te conhecer, de conhecer o meu próximo.
Preciso levantar-me, continuar a caminhar, a buscar meus valores e significados, meu ponto de chegada e nunca me esquecer do ponto de partida, que é a base  de tudo. Mas se continuar estacionado na mesmice de sempre, nada farei, nada acontecerá. Vamos, é necessário! Mas para onde? Para onde mandar meu coração. E onde este quer me guiar? Pelos caminhos da vida. Da vida bem vivida que me faz ter um encontro comigo mesmo, e conhecer-me , e assim, matar os dragões e espantar os fantasmas que me assombram e causam pânico.
( Rene José de Sousa )

3 comentários: