segunda-feira, 17 de junho de 2013

O abandono...

Abandonar-se em Deus é pôr-se a caminho, em uma estrada fria e escura, cheia de pedregulhos e iluminar-se somente com a fagulha brilhante de nossa alma, que um dia fora acesa. Esse caminhar é confiar, mesmo quando aquele que nos chamou põe-se em silencio, as vezes este calar-se do divino incomoda, gerando desanimo, medo, incertezas, mas mesmo assim nesta fria estrada é necessário caminhar, fazer caminhos pelas trevas da incerteza, ferindo os pés nos espinhos do orgulho e a soberba e continuar confiando, pois a chama brilhante da alma daquele que crê o consola e fortalece.
O abandono em Deus não é algo fácil, que se começa hoje e tudo prossegue em mar de rosas, pelo contrário, sempre existe um espinho em meio as belas e perfumosas rosas, este não anula a beleza e a fragrância de tão formosa flor, pelo contrário, a torna mais ainda desejada pelas pessoas. O exemplo da rosa, traduz para nós a confiança que devemos ter no Bom Mestre, mesmo que se fira os pés e seja banhado pelo desanimo, somos convidados a contemplar a beleza e odor do divino que se apresenta a nós, afagando-nos, curando as feridas abertas e impelindo-nos a caminhar e orientando-nos a não ficarmos presos ao que já  passou, pois nosso passado não mais do que o amor que Ele sente por cada um de nós.

Fazer a experiência do amor é participar da intimidade do Senhor, permitindo que este nos ampare em seu colo materno-paterno, e ao sermos consolados, postos novamente a caminhar, não por maldade, mas por zelo e sabedoria, pois sabe que somos acomodados, e ao passo que nos familiarizamos (acostumamos) com algo, passamos a não perceber a novidade que nos apresenta constantemente, fechando-nos naquilo que fora vivenciado e não atualizando tal amor e sentimento de pertença com aquele que tudo pode, pois conhece por completo os filhos que tem, e sabe que para se aprender a andar é necessário cair, não uma,mas várias vezes nessa via que somente Ele sabe onde chegara.

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